Mãe da menina que morreu de fome diz : “Meu coração está partido”

By 02/11/2018Diversos, Filhos, Mãe, Saúde

 

A menina Amal Hussain tornou-se um símbolo da guerra entre Arábia Saudita e o Irã, depois que ela morreu de desnutrição aguda grave,enquanto sua mãe também esta doente.

A menina do Iêmen, morreu aos sete anos de idade, sua mãe disse “meu coração está partido”, ao ver sua filha morrer de fome.
A pequena Amal Hussain, tornou-se um símbolo da marga guerra, quando seu corpo foi mostrado ao redor do mundo na semana passada.

Sua família contou que ela morreu, em um campo de refugiados a 6,5 Km da clínica da UNICEF em Aslam, onde ela foi fotografada, de acordo com o New York Times, que mostrou sua história pela primeira vez.

Nova atenção á guerra ocorre quando a Arábia Saudita, que lidera as forças anti-rebeldes no Iêmen, enfrenta uma pressão global sobre o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

Reprodução/Daily Mail

A mãe de Amal, Mariam Ali, disse ao jornal: “Meu coração está partido. Amal estava sempre sorrindo. Agora estou preocupado com meus outros filhos.

No hospital administrado pela UNICEF, Amal estava vomitando e sofria de diarréia, enquanto os médicos davam leite a cada duas horas.Ela sofreu de desnutrição aguda grave, três anos depois de sua família ter fugido, para escapar dos ataques aéreos sauditas.

Reprodução/Daily Mail

A mãe da menina também esta doente com dengue disseminada por mosquitos da água utilizado no campo. A família não tinha dinheiro suficiente para levar a pequena Amal no hospital dos Médicos sem Fronteiras a 24 quilômetros de distância, disse a mãe.
A guerra do Iêmen, devastou o pais, mais de sete milhões de crianças enfrentam a insegurança alimentar. E segundo a UNICEF cerca de 1,8 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade estão enfrentando desnutrição aguda e mais 400 mil estão afetadas pela desnutrição aguda severa.

Reprodução/Daily Mail

O secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, e o secretário de Estado, Mike Pompeo, pediram nesta semana o fim da guerra no Iêmen.E o fim nos ataques aéreos. A morte de Jamal Khahoggi no consulado da Arábia Saudita, em Istambul, no mês passado, levaram a pedidos para que o o Ocidente reduzisse o tráfico de armas com o governo de Riyadh.

“Existem atualmente milhões de pessoas famintas, somos testemunhas de uma das maiores catástrofes humanitárias”, disse ela.